"Infancias en la filosofía:
experimentar el pensar; pensar la experiencia"

 

Coloquio Nº15

"Filosofía en la escuela media"
Coordinadora: Maximiliano López

- A lógica de Deleuze, a formação de jovens e o ensino de filosofia (La lógica de Deleuze, la formación de jóvenes y la enseñanza de la filosofía). Renata Aspis, Colégio Móbile, São Paulo, Brasil

Em Mil Platós, capitalismo e esquizofrenia, de Deleuze e Guattari há uma constante na análise que é a de, a partir da explicitação de duas proposições disjuntivas (ou isso ou aquilo), cujos termos se negariam mutuamente impossibilitando uma relação, admitir que haja um movimento de inclusão onde a disjunção englobaria uma possível conjunção. Veja-se que, na lógica aristotélica toda disjunção é exclusiva, não há relação entre os termos que se opõem sendo um a negação do outro. Esse conceito, reconhecido operador da filosofia deleuziana, chamado de disjunção inclusiva (ou síntese disjuntiva), no entanto, propõe uma disjunção onde não haja exclusão.

Para Deleuze, a lógica binária das dicotomias e as relações biunívocas não compreendem a multiplicidade, pois esse é um pensamento que necessita de uma forte unidade principal. O pensamento calcado nos princípios da razão é como uma árvore. Ele não dá conta das multiplicidades, que têm estrutura de rizomas.

A criação, defesa e aplicação de uma outra lógica para o estudo e compreensão da realidade na obra de Deleuze são ações intencionais, são movimento de resistência ao reducionismo da forma racional de compreender as coisas. Poderíamos dizer que é uma outra forma não apenas epistemológica mas política de criação de conceitos.

Uma outra lógica de compreensão é instaurada, inaugurando uma resistência política ao modo de lidar com os problemas do mundo. Nosso objetivo nessa comunicação é a de reativar esse conceito deleuziano, tirá-lo de seu território e trazê-lo para o universo da nossa discussão: a relação entre formação de jovens e ensino de filosofia.

Qual a possível relação entre uma forma múltipla de equacionar problemas e criar soluções com o ensino de filosofia para jovens?


- A virtude está no médio (La virtud está en el medio). Lara Sayão, Universidade Católica de Petrópolis, Brasil

Estar no Ensino Médio é um momento profícuo para alunos e professores. Suas diferentes situações significativas sugerem questionamentos e reflexões que colaboram para uma análise filosófica sobre a prática educativa. Por conter um alunado especial porque provocador, o Ensino Médio é uma provocação constante à atividade filosófica. Fundamentando-se na Ética a Nicômaco, de Aristóteles e em outros textos filosóficos este artigo apresenta algumas provocações e pretende ser um convite à Filosofia.


- Pensar la experiencia de pensar con jóvenes. Raquel Borobia, Delia Ros y Marcela Leiva, Universidad Nacional del Comahue, Viedma, Río Negro

Es un propósito bastamente enunciado que la formación ética y ciudadana se constituya en eje orientador para que la Escuela Media desarrolle su rol en relación con la formación de la personalidad moral de los jóvenes y su constitución como sujetos de derecho. Sin embargo, tanto desde los resultados de la investigación sobre la institución educativa, como desde la experiencia que compartimos con docentes, hemos podido concluir la dificultad que estos tienen para canalizar ese propósito en una práctica que signifique la ejercitación de actividades y procedimientos que favorezcan procesos de autoconstrucción por parte del sujeto. Asimismo, observamos que esta limitación aparece resistente a los cursos de formación en contenidos afines al área. A partir de este conocimiento, desarrollamos una propuesta consistente en Talleres para educadores, pensados como instancias de realización de un modelo que luego podrán llevar a cabo desde su rol docente. En estos espacios, a partir de debates generados por la presentación de dilemas morales, en los que se propicia la libre argumentación y la toma de perspectiva, integramos experiencias que puedan ser trabajadas por profesores de diferentes asignaturas. Este abordaje, que nació para dar respuesta a una necesidad que nos impuso la realidad local, en la que el ámbito es compartido por docentes de diversas formaciones, nos brinda la oportunidad de probar caminos alternativos a los cursos de capacitación. La experiencia se está realizando en Viedma, Río Negro, entre 2003 y 2005.


- A experiência e a Filosofia no ensino médio (La experiencia y la filosofía en la enseñanza media). Ana Bárbara da Silva Nascimento, Universidade Federal de Alagoas, Brasil

O filósofo exerce um importante papel social, ele guia o aluno nos caminhos que levam a criação e não apenas a reprodução de conceitos; possibilita que este aluno conheça as teorias e os discursos que dizem a Filosofia, mas alerta que não são verdades incontestáveis, e procura transformar essa palavra-teoria em uma palavra-experiência para que o aluno possa vivenciá-la em toda a sua potencialidade e chegue aos objetivos desejados: a aprendizagem da Filosofia e a capacidade de criar conceitos.

Essa oportunidade se dá através da presentificação das teorias e dos discursos sobre a Filosofia, na vida da sala de aula, que consegue estabelecer um estreitamento na relação entre professor e aluno, facilitando a aprendizagem pela exemplificação das vivências de cada um, relacionada ao tema proposto, no tempo presente e num lugar que no começo possa ser comum a todos, ou de início cause o desequilíbrio necessário para abrir a discussão.

O espaço da escola deve possibilitar essa ponte entre a realidade e a possibilidade de mudança, entre o que existe e o que pode ser modificado, transformado. Urge a necessidade de uma prática docente que faça a crítica ao modelo existente de ensino e transmissão de conhecimentos, e apresente alternativas de melhora, de trabalhos interdisciplinares que unam os diversos campos do saber em prol de uma educação inclusiva, mais conscientizadora das potencialidades dos indivíduos e das possibilidades de mudanças que esses mesmos indivíduos possuem.

Aliar a Filosofia à educação é criar a possibilidade de ambas serem produtivas, estarem juntas no momento da ação que permeia a problemática educativa e que busca soluções para a mesma a partir da criação de conceitos, investigar essa problemática e sair à procura de respostas que possam ajudar a solucioná-la é sair da potência e transformar-se em ato, papel que a filosofia e a educação de braços dados podem exercer muito bem.

 

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