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ISBN:
85-7490-318-3
Págs.: 184
Idioma: Portugués
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Lugares
da infância: FILOSOFIA
Walter O. Kohan (comp.)
Ann Margaret Sharp, Bernardina
Leal, David Kennedy, Diego Antonio Pineda, Marcos Antônio
Lorieri, Olga Grau Duhart, Paula Ramos de Oliveira, Pedro Angelo
Pagni, Sérgio A. Sardi

A presença obrigatória da filosofia no ensino médio
é uma reivindicação muito recorrente entre
os professores de filosofia. Entre eles, há um pressuposto
poucas vezes problematizado: pressupõe-se, habitualmente,
que a filosofia fará uma diferença significativa,
para melhor, na qualidade do processo educativo; na maioria dos
casos, associa-se essa presença a uma “formação
democrática, crítica ou cidadã”. A filosofia
é vista como redentora, fonte fundamental de transformações
para a educação. Essa presunção deve
ser levada a sério e pensada cuidadosamente. Só a
partir de uma percepção de si própria que deixe
de lado os auto-elogios e os pré-conceitos, a filosofia pode
pensar de forma mais interessante sua projeção e relação
com outros saberes e instituições, como a escola e
a universidade. Pensar as relações entre filosofia
e educação requer um questionamento sobre a própria
filosofia, seus “quê?”, “como?”, “por
quê?”, “para quê?”. Esta coleção
pretende contribuir para essa tarefa. Um elemento comum aos livros
que a compõem é o interesse pela problematização
filosófica da filosofia, da educação e das
relações entre uma e outra. Mas os acordos param aí.
As temáticas, os estilos e as referências são
diversos. Além dos antigos, o leitor encontra menções
a filósofos modernos como Descartes, Hegel, Hume, Kant, Locke,
Montaigne, Rousseau, Schiller e Spinoza, e contemporâneos
tão diversos como Adorno, Agamben, Althusser, Arendt, Badiou,
Benjamin, Bergson, Castoriadis, Conche, Deleuze, Derrida, Desanti,
Dewey, Foucault, Gadamer, Gramsci, Guattari, Heidegger, Horkheimer,
Lipman, Lévinas, Lyotard, Marx, Merleau-Ponty, Morin, Negri,
Nietzsche, Nussbaum, Rancière, Schopenhauer, Taylor, Virilio,
Wittgenstein. Também há referências literárias:
Barros, Borges, Cervantes, Conan Doyle, Kafka, Poe, Orwell, Ramos,
Sábato... Isso para não falar das interfaces com antropólogos,
arquitetos, artistas, educadores, historiadores, psicanalistas,
psicólogos, sociólogos que compõem a coleção.
E ainda há os autóctones e os próprios autores.
É uma reunião de muitos especialistas para pensar
a relação entre filosofia e educação
– quase um banquete.
Lugares
da infância: filosofia está organizado
em três seções. A primeira acolhe três
trabalhos interessados em pensar o conceito de infância que,
coincidentemente, dialogam com o poeta mato-grossense Manoel de
Barros. A segunda, as relações entre literatura e
ensino de filosofia. A terceira, contribuições em
torno da filosofia para crianças.
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