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ISBN:
85-7490-317-5
Págs.: 216
Idioma:
Portugués
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Políticas
do ensino de filosofia
Walter O. Kohan (comp.)
Antonia
Birnbaum, Hilan Bensusan, Lílian do Valle, Maurício
Rocha, Nicolas Go, Ricardo Sassone, Rodrigo Dantas, Rosi Giordano,
Rui C. Mayer, Sílvio Gallo, Vera Waksman

A presença obrigatória da filosofia no ensino médio
é uma reivindicação muito recorrente entre
os professores de filosofia. Entre eles, há um pressuposto
poucas vezes problematizado: pressupõe-se, habitualmente,
que a filosofia fará uma diferença significativa,
para melhor, na qualidade do processo educativo; na maioria dos
casos, associa-se essa presença a uma “formação
democrática, crítica ou cidadã”. A filosofia
é vista como redentora, fonte fundamental de transformações
para a educação. Essa presunção deve
ser levada a sério e pensada cuidadosamente. Só a
partir de uma percepção de si própria que deixe
de lado os auto-elogios e os pré-conceitos, a filosofia pode
pensar de forma mais interessante sua projeção e relação
com outros saberes e instituições, como a escola e
a universidade. Pensar as relações entre filosofia
e educação requer um questionamento sobre a própria
filosofia, seus “quê?”, “como?”, “por
quê?”, “para quê?”. Esta coleção
pretende contribuir para essa tarefa. Um elemento comum aos livros
que a compõem é o interesse pela problematização
filosófica da filosofia, da educação e das
relações entre uma e outra. Mas os acordos param aí.
As temáticas, os estilos e as referências são
diversos. Além dos antigos, o leitor encontra menções
a filósofos modernos como Descartes, Hegel, Hume, Kant, Locke,
Montaigne, Rousseau, Schiller e Spinoza, e contemporâneos
tão diversos como Adorno, Agamben, Althusser, Arendt, Badiou,
Benjamin, Bergson, Castoriadis, Conche, Deleuze, Derrida, Desanti,
Dewey, Foucault, Gadamer, Gramsci, Guattari, Heidegger, Horkheimer,
Lipman, Lévinas, Lyotard, Marx, Merleau-Ponty, Morin, Negri,
Nietzsche, Nussbaum, Rancière, Schopenhauer, Taylor, Virilio,
Wittgenstein. Também há referências literárias:
Barros, Borges, Cervantes, Conan Doyle, Kafka, Poe, Orwell, Ramos,
Sábato... Isso para não falar das interfaces com antropólogos,
arquitetos, artistas, educadores, historiadores, psicanalistas,
psicólogos, sociólogos que compõem a coleção.
E ainda há os autóctones e os próprios autores.
É uma reunião de muitos especialistas para pensar
a relação entre filosofia e educação
– quase um banquete.
Políticas
do ensino de filosofia elabora as categorias de ensinar
e aprender filosofia; pedagogia da opressão; as relações
público-privado, homem-cidadão, liberdade-responsabilidade;
trabalho imaterial; estética aplicada; emancipação;
paixão pelo conhecer; filosofia popular.
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